sábado, 19 de dezembro de 2009

Para a despedida.


Mais um ano está passando,
Novos dias vêm chegando.
É um bom momento para recomeçar.
Buscar crescer e melhorar.

Vou pedir riquezas para os pobres,
Amor para os mal amados,
Felicidade para triste.
e Deus sempre ao meu lado.

Estou cansada que sejam,
Aqueles pobres espíritos sedentos
Que nunca souberam provar,
Um pouco de paz e conhecimento.

Viva incessantemente,
Buscando paz e sabedoria,
Para que outros não vejam
Isso escrito em sua lápide um dia:

Aqui jaz os olhos que não souberam enxergar,
O que necessitavam ver.

Aqui jaz a boca que só se abriu,
Para profanar e mal-dizer.

Aqui jaz as lindas e sedosas mãos,
Que se negaram a ajudar.

Aqui jaz a mente burra e ignorante,
Que não soube estudar.

Aqui jaz os pés que pisavam,
Em quem estivesse em seu caminho.

Aqui jaz o coração que não soube perdoar,
Por ser tão mesquinho.

Aqui jaz as orelhas que só escutavam,
O que lhe convinham perceber.

Aqui jaz uma inútil e tola alma,
Que verdadeiramente não soube viver.


E nessas tolas rimas,
Digo as minhas verdades.
E desejo a todos,
um ano de muita paz e felicidade. 

Beijos, até a próxima. 




domingo, 15 de novembro de 2009

Reflexões Efêmeras

"Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recursar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida."  Pablo Neruda

    Pela primeira vez em minha vida, senti uma gota de suor escorrer sobre meu rosto, me sentia aflita, mas não triste apenas aflita; estávamos lá, frente a frente, eu partindo, e não conseguia pronunciar uma palavra se quer, conseguia apenas pensar no quanto àquela situação estava sendo constrangedora, me envergonhei por estarmos, nós dois lá, depois de tanto tempo de conversa, e eu sem nada oportuno para dizer na enfim cheda despedida. Olhei em seus olhos cansados, que me fitavam de baixo, a tristeza em seu rosto era evidente; olhando atentamente percebi o quão desgastado estava, o pobre senhor aparentava não dormir a dias, sua respiração estava compassada e barulhenta, a fadiga já podia lhe escapar pelos poros. Agachei-me, para que meus olhos o encarassem, com dificuldade ele colocou suas mãos tremulas e manchadas do sol sobre as minhas, sua pele era tão fina que se podiam ver suas veias e ossos, eram as mãos mais delicadas que já vira em minha vida, não entendi bem o motivo de tal característica, afinal, ele trabalhara por sua vida toda. Tudo bem; estávamos nós três, ele, eu e meu pai ao lado; fitei os olhos do meu pai, querendo dizer que nada a mais poderia ser feito além de partirmos, ele balançou a cabeça afirmativamente, então, me virei em direção ao senhor, e me despedi, disse que era chegado o momento, que tínhamos que ir embora, ele me olho com aqueles olhos cansados e cobertos por conta da sua pele flácida, e os abaixou, a aparência de sua face mudara instantaneamente quando disse que partiríamos, ele agora aparentava voltar a ser triste, voltar a ser aquele senhor debilitado por conta das drogas, que perdeu uma vida inteira por conta de más escolhas e que agora depois de muito tempo, está tentando ser feliz... Naquele momento consegui olhar fundo em seus olhos levemente serrados, e enxergar aquela criança de anos atrás, aquela criança que estava querendo sair, mas que não conseguia; tudo isso por que o seu estado de alma lhe transparecia nos olhos.
   Consegui enxergar o momento de felicidade que proporcionei a alguém; não fiz nada de grandioso a ele, apenas destinei alguns minutos do meu tempo para que pudéssemos conversar, pois em uma clinica de reabilitação, a maioria das pessoas não teria vontade nem coragem para fazer tal ato. Então, ele com um sorriso torto; se despediu de meu pai e eu; tocou novamente em minhas mãos e me agradeceu sem pronunciar nenhuma palavra, simplesmente balançou levemente a cabeça com um leve sorriso nos lábios, senti um aperto no coração, olhei em volta e pude notar como a vida pode ser deprimente para muitas pessoas, e que eu não poderia fazer nada para mudar isso, apenas para amenizar. Então nos viramos e partimos, sabendo que deixamos muitas vidas sozinhas e desamparadas em um lugar, precisando apenas de alguém para perguntar como foi o dia delas, quais as suas vontades, quais eram os seus sonhos, do que gostavam ou do que tinham medo... Pessoas esperando para serem ouvidas, já que passaram metade da vida sem esse direito. Saindo olhei em volta, olhei pro carro, e percebi que a minha realidade era outra, e que para a minha felicidade não teria que conviver com pessoas assim todos os dias, não que eu tenha algum tipo de preconceito, mas aquele momento me torturou por dentro, senti tristeza, por ver pessoas assim, jogadas, não esquecidas, pois lá estavam sendo muito bem cuidadas, mas por estarem esquecidas pela sociedade.

    Bem, isso que acabei de relatar foi uma visita que meu pai e eu visemos a uma casa de reabilitação para usuários de drogas, na verdade, não foi bem uma visita, ele teria que conversar com alguma pessoa que lá trabalhava e me chamou para ir junto, em primeiro momento aceitei, pois não imaginava o quanto isso mexeria comigo. Mas percebi que desde o momento em que me sentei no banco para aguardar meu pai e aquele senhor que aparentava estar lá a muito tempo se sentou ao meu lado a minha vida mudara.

   Não sei se consegui transmitir o que senti naquele momento a vocês, mas sei que foi muito importante tudo aquilo para mim, um acontecimento banal, mas que conseguiu me fazer refletir.

Beijos, até a próxima.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Em memória...



“… As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminho..."



Dessa vida, não se leva nada, mas se deixa tudo; e depende de você saber o que vai deixar. Pode-se construir impérios, contribuir com o avanço da economia mundial, e ser sozinho e solitário; ganancioso, e cego de tanto poder, apenas mesquinhos e mercenários em toda sua essência. Ou podemos ser pessoas comuns, mas que marcaram muito a vida de várias pessoas, que contribuiu para a felicidade alheia, que formou cidadãos de verdade, que poderia até ser indiferente para uns, mas para outros foi de grande importância.


Esse post hoje é apenas uma singela e até boba homenagem para uma pessoa que amo muito, e que sem a qual jamais seria o que sou... Por isso digo, não deixe a vida passar de uma forma qualquer, busque sempre inovar, busque sempre acreditar em si mesmo, busque sempre acrescentar algo de bom na vida de outros, por que a vida é curta meu amigo, e por incrível que pareça esse tempo vai passar muito rápido... fazendo com que  um dia você olhe para trás e se arrependa de coisas que não fez, por culpa de um mero “espírito de acomodação.”

 
Em memória de uma Grande Mulher.

Quero agradecer a ela, por ter feito tudo que poderia fazer para a felicidade de sua família, por ter lutado contra tudo e contra todos para garantir que seus filhos pudessem viver. Ela que é a base de toda essa família; que criou seis filhos nas mais precárias condições, que em nenhum momento perdeu as esperanças ou deixou de acreditar em um futuro mais generoso. E se hoje posso agradecer todos os dias pela família que tenho é graças a ela.
 Angelina, mulher de fibra e garra, que será lembrada por toda a minha vida, mulher com espírito guerreiro, que só foi nos deixar depois de quase 90 anos e que mesmo passando por tudo o que passou conseguiu viver para ver seus seis filhos crescerem e se tornarem homens e mulheres realizados, que pode ver nascer onze netos e cinco bisnetos, e viveu o suficiente para nos fazer felizes. E que partiu sabendo que construiu uma história inteira, a história de uma família unida como a minha, que faça chuva ou faça sol, está sempre junta. Obrigada vó por me fazer ser quem sou, pois se sou assim é por que meu pai me ensinou a ser, e se ele é assim é por que a senhora também o fez... GRANDE MULHER, exemplo a ser seguido, pois mesmo doente, e até já sem dente... Sempre mantinha um lindo sorriso no rosto.

Sinto a sua falta.

23/06/2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Bonitos mas Ordinários



  Juro que às vezes me revolto; não que eu seja algum tipo de garota rebelde, ou algo parecido; mas sabe quando você está cansado de ver algo que acontece ao seu redor, e por conseqüências óbvias não aguentar ficar calado? Pois bem, me encontro numa situação dessas.

  Sabe para mim o mundo hoje em dia, está muito alienado em relação a julgar as coisas de uma maneira mais profunda. Ok, vocês já devem estar pensando, que lá venho eu de novo querendo falar dos problemas do mundo; e digo a vocês, eu compreendo muito bem que discutir sobre problemas mundiais já é gasto, e não faz grande diferença ficar repetindo o que todos já sabem.

  Mas a culpa não é minha, se as coisas sobre as quais tenho opiniões pessoais são mais abrangentes, e englobam um grupo de pessoas bem maior do que, por exemplo, “o pessoalzinho do colégio”, as coisas pelas quais gosto de opinar estão relacionadas a costumes de uma sociedade inteira.

  Tenho notado que estou um tanto quanto perceptiva ao comportamento alheio, não que isso me dê o direito de julgar ou condenar, longe de mim tal ato, mas vejo que essa é apenas uma boa oportunidade para expor idéias até então ignoradas.

  É normal do ser humano julgar, e tirar conclusões precipitadas apenas com uma simples troca de olhares, e eu digo com certeza, que na maioria das vezes erramos em nossos julgamentos.

  Estou farta de conhecer pessoas vazias, seres humanos que só se importam com coisas fúteis e que nem ao menos tem princípios morais interessantes, pessoas assim me cansam; aqueles rostinhos bonitos sem conteúdo algum, são os verdadeiros e únicos bonitinhos e ordinários.

  Peço que me perdoem todos os vazios, não tenho a intenção de magoar ninguém, na verdade eu não magoarei ninguém, pois as pessoas com quem me relaciono não são nem um pouco como os citados a cima.


  Não sei bem, mas, do meu ponto de vista vejo que a raça humana está se decepando aos poucos, as pessoas ultimamente só se preocupam com a aparência, com o fútil, com o inútil, não digo que não me importo com a aparência, me importo sim e muito, porém dou mais valor ao que não pode ser visto a olho nu.

  A verdadeira essência de um ser humano, às vezes por mais simples que seja, é grandiosa como nunca se viu. Por isso busco todos os dias, aprofundar-me, tentar ser uma pessoa mais abrangente em meus assuntos, e realmente ter conteúdo.

  É triste saber que isso acontece; que pessoas acham que podem saber de todos os mistérios de um outro ser apenas em um simples olhar, sem nenhuma troca de palavras; isso já é gasto, velho, atrasado. Vejo uma nova era, pelo menos pretendo fazer dessa a minha nova era... Independente de outros; E nela todos apenas se importariam com o melhor, com óbvio, com o útil, o ser humano não seria banalizado como é nos dias de hoje. Uma pessoa seria ela mesma, todos enxergariam as almas uns dos outros, sem restrições, o uso dos olhos não seria necessário, seriamos todos como os cegos, ou seja, não usaríamos os olhos para enxergar, acho que esse é o problema da humanidade, tentamos ver, enxergar demais, coisas inexistente, fazer um julgamento de acordo com o que nossos singelos olhos vêem, deveríamos enxergar com o coração que é ele que nos faz viver, e com ele que devemos ver as pessoas, passaríamos a nos preocupar menos com a aparência, com a “capa”...

Tudo isso me faz lembrar um frase de autor desconhecido:

“A verdadeira beleza não está no rosto, onde todos procuram; mas sim, no coração, onde poucos vêem”.


Beijos até a próxima!

domingo, 18 de outubro de 2009

"E não há tempo que volte amor..."



Hoje, logo ao acordar percebi que um forte cheiro de café fresco se espalhara por toda a minha casa, por um minuto, ou menos, fiquei apreciando aquele agradável cheiro entrando pelas minhas narinas, o que instantaneamente me trouxe lembranças já adormecidas da minha infância, apreciei aquele momento como algo raro em minha vida; apenas minhas lembranças, eu e o suave cheiro de café foram suficientes para me fazer ter um dos meus repentinos “ataques nostálgicos”.

Acho que a coisa mais gostosa do mundo é guardar recordações, felizes ou tristes, legais ou não, mas com certeza as felizes são as mais bem vindas.
Digo que as minhas lembranças são olfativas, guardo os mais variados cheiros na memória, o cheiro daquela comida gostosa, daquela sala perfumada, e até daquele perfume enjoativo, e o mais gostoso é que do meio do nada você corre o risco de senti-los e eles te trazerem as mais distintas lembranças.

Mas viver é isso, são apenas meras lembranças, tudo no final, são apenas lembranças. Não estou tentando trazer à vocês nenhuma visão poética sobre cheiros, nem tampouco filosófica, estou apenas recordando momentos que julgo interessantes, por que recordar é a coisa mais gostosa do mundo...

O que eu mais gosto de fazer é me sentar, e conversar sobre o que passou, sabe, me lembrar dos momentos e rir, às vezes até rir de mim mesma, olhas para trás e dizer: “nossa, como eu estou diferente hoje”, isso é a evidência clara de que o tempo passa, na verdade o tempo voa, e a gente não percebe, não percebemos que estamos apenas vivendo, e nos esquecendo de ter o trabalho de tentar guardar momentos especiais na memória.

Eu ainda estou no colegial, e todos os dias eu tento guardar lembranças, pois sei que mais para frente vou sentir muita falta disso, por isso guardo todas as conversas, todas as risadas, todos os abraços, todas as brincadeiras, todas as broncas, todas as pessoas, e principalmente todos os cheiros, e sempre que sentir cheiro de shopping vou me lembrar da minha sala de aula .. rsrsr



E falando em lembranças, tudo isso me faz lembrar o trecho de uma música do Lulu Santos, Tempos Modernos:

"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir"

Beijos, até a próxima.

sábado, 10 de outubro de 2009

Olá, Prazer ...


 Bem, primeiramente, gostaria de apresentar-me, não por que, serei o centro das atenções nesse blog. na verdade, eu sou quem menos importa aqui. quero apenas poder compartilhar pensamentos e idéias em comum com os que me visitam, bem mas acho que todos nós queremos e devemos saber quem são as pessoas com quem nos relacionamos , então apresentar-me-ei:

Pois bem, lá vai. Meu nome é Nátaly, apesar de achar que este nome não combina muito comigo, e outros dizerem que combina; e tenho apenas 15 anos... bem acho que isso é o bastante, não farei auto-avaliações por que acho, que não adiantaria muito , pois a maneira como nós mesmos nos vemos, é totalmente contrária a maneira que outros nos vêem ,

Me conheçam , e com o decorrer do tempo tirem suas próprias conclusões.

Neste momento minha cabeça está em um turbilhão de idéias . como é difícil saber “o que se escrever no primeiro post” . bem , acho que minha dificuldade está bem clara.

Ainda sou principiante na blogosfera, e sempre tento imaginar, o que escrever para que todos se interessem , pensei em vários assuntos, em discutir questões
Da atualidade, em fazer um diário pessoal, e até mesmo postar coisas interessantes que nos enriquecem intelectualmente, mas pensei melhor, e vi que não me daria prazer algum, e além do mais, sou muito desatualizada .
Pois bem , decidir escrever sobre assuntos que julgo interessantes, não como algum tipo de artigo de opinião, mas sim como idéias e pensamentos soltos por ai, sei lá, mas vamos tentar , quem sabe não encontro pessoas com as mesmas opiniões que eu, afinal dizem que o mundo é tão pequeno. 

Beijos. Até o próximo post!