sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sem beijos, sem próxima.

   Incrível como tudo muda. Incrível como a vida segue o rumo que quer, quando quer, e como quer. Incrível essa capacidade humana de adaptação.

Incrível.

   Volto aqui e vejo palavras e dores, sofrimentos tão superficialmente profundos. Como a vida pode ser cruel com uma menina de 15 anos. Como tudo pode parecer gigante quando não temos noção de nós mesmos. Gosto dessa fase que já passou, dessa antiga necessidade de precisar buscar palavras belas para expressar os sentimentos mais medíocres que podem conter em um ser humano sem problemas reais. Lutei com as armas que tinha. 

     Se ingenuo foi o meu eu aos 15, quão prepotente me tornei agora, aos 20? Achando que tudo sei, que posso surgir apontando erros e caçoando de lembranças e sentimentos que até pouco tempo me saturavam. 20 anos de uma vida bem vivida, 20 anos de ilusórias certezas sobre tudo saber da vida. 

   E somente 4 anos nos separam. Quem fui e quem sou. Quantos serão necessários para me cortar de quem serei.

   Serei a melhor e o que mais sei de mim, e surgirei para me julgar e desautorizar até que uma melhor versão venha me por no meu lugar.


Sem beijos, pois perdi o costume de distribuí-los à granel. 

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